Arvorezinha - A identificação geográfica da erva-mate produzida pelos municípios que formam o Polo Ervateiro da Região Alta do Vale do Taquari- Arvorezinha, Ilópolis, Anta Gorda, Putinga, Nova Alvorada, Itapuca, Fontoura Xavier, São José do Herval, Relvado, Coqueiro Baixo e Doutor Ricardo foi tema de um encontro realizado na quinta-feira, dia 10. O evento reuniu todos os segmentos envolvidos na cultura. O engenheiro florestal, Alvaro Mallman, apresentou um estudo realizado na região há cerca de sete anos. O trabalho retrata a realidade da cadeia produtiva da erva-mate, que possui 23,1 mil hectares e 35 ervateiras.
A representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, doutora Edna Ferronatto, apresentou o histórico do trabalho da identificação geográfica, como ela é classificada no Brasil, o que a identificação pode agregar de valor ao produto erva-mate. Ela também explicou como é construída essa identificação, os passos que devem ser seguidos. O secretário de Planejamento de Ilópolis, Ismael Rosset, também palestrou no evento, ele falou sobre a organização da cadeia produtiva.
De acordo com o presidente do Polo Ervateiro, Jurandir Marques, a identificação geográfica significa dar nome à erva-mate produzida na região, provando por escrito o que ela significa e as propriedades que possui. "Hoje, todos dizem que a melhor erva-mate produzida no Brasil é a da nossa região, mas ninguém prova. Por isso que estamos realizando esse trabalho, para atestar o que é dito", afirma. A confirmação da qualidade do produto será feita por meio de análises. "Vamos precisar contratar pessoas gabaritadas para as pesquisas, mas é preciso que a região esteja organizada e comprometida para que o trabalho tenha sucesso. Caso não haja comprometimento da cadeia produtiva, corremos o risco de outra região registrar a erva-mate e nós perdermos a identificação", ressalta.
O trabalho de pesquisa vai analisar a genética das plantas e encontrar quais os fatores responsáveis pelas mais de 150 propriedades benéficas que a erva-mate possui. Para Marques, ter o selo da identificação geográfica nas embalagens dos produtos da região vai fazer com que seja agregado valor ao setor. "A certificação da erva-mate, que demonstra que o produto é de qualidade, deve ser o primeiro passo. E a identificação significa visualizar o futuro. O mercado está seletivo e exigente, e para atingir esse mercado precisamos estar preparados", observa.
Para o prefeito de Arvorezinha e presidente da Associação Municipalista Gaúcha (AGM), José Scorsatto, a identificação é importante, pois distingue o produto de uma região da outra. "Quer dizer qualidade, sendo um plus ao produto da nossa região. Possuímos solo e clima favoráveis, que faz com que tenhamos uma erva-mate diferenciada e que se destaca perante as de outras regiões. Com isso vamos conseguir melhores preços para os produtores e incremento na indústria", aponta.
Fonte e Fotos: Roberta Ruffatto - Jornal O Informativo do Vale