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Itapuca: sabores, tradições e a beleza das araucárias

Itapuca: sabores, tradições e a beleza das araucárias
Entre fé, natureza e gastronomia, o município preserva sua identidade e transforma a memória em cultura viva


Localizada no Vale do Taquari, Itapuca é um município que mantém vivas suas raízes indígenas, a colonização portuguesa e a forte influência da imigração italiana, oferecendo aos visitantes uma experiência única de história, cultura e natureza. Originalmente habitada por índios das tribos Gê e Tapuias, a região recebeu o nome indígena Itapuca, que significa “pedra mole”, em referência às características do solo local. Durante parte de sua trajetória, chegou a ser chamada de Maurício Cardoso, mas a comunidade retomou o nome original, que permanece até hoje.
A colonização iniciou por volta de 1880, na localidade de Campo Bonito, com descendentes de portugueses como as famílias Ferreira de Andrade, Borges e Taborda. Pouco depois, chegaram os italianos, que fundaram o Povoado Vitória. Esses povos trouxeram consigo saberes agrícolas, religiosidade, cultura e, principalmente, a culinária, que se consolidou como um dos maiores patrimônios da cidade.
Conhecida como Terra das Araucárias, Itapuca encontra nessas árvores centenárias um de seus símbolos de resistência e identidade. Desde os primeiros indígenas, que tinham no pinhão uma de suas principais fontes de alimento, até os dias atuais, as araucárias marcam a paisagem e encantam quem visita o município.
A religiosidade também é parte essencial da comunidade. A Igreja Matriz São Miguel Arcanjo, com suas janelas rosáceas únicas, é ponto de fé e referência arquitetônica. Todos os anos, em setembro, acontece a Festa de São Miguel Arcanjo e dos Sabores Coloniais, momento em que espiritualidade, cultura e gastronomia se unem para celebrar o que Itapuca tem de mais genuíno. Neste ano a festa acontece no domingo, dia 28, antecedendo a data de São Miguel comemorado no dia 29 de setembro. 
A festa é palco de um dos maiores orgulhos locais: a tradição dos doces e biscoitos coloniais. Receitas de cuca, compotas de figo, geleias de abóbora, marmelada, pessegada e bolachas atravessaram gerações, mantendo o mesmo cuidado artesanal.“Esses doces eram mais que comida, eram um símbolo de união. Nossos avós produziam com carinho e sempre havia a partilha: ninguém saía de uma casa sem levar um pedaço de bolo ou um vidro de doce”, recorda  Anadir Fátima Guarnieri Borelli, uma moradora da comunidade.
Os antigos fornos de tijolos e barro, onde pães, bolachas e biscoitos eram assados, ainda resistem em algumas casas. E o biscoito, em especial, continua sendo o grande símbolo da mesa itapuquense. “Com o passar do tempo, muita coisa se perdeu, mas o biscoito resistiu. Hoje ele é muito procurado e consumido, especialmente nas festas do município. É um sabor que nos liga ao passado e que emociona”, destaca Anadir. 
Além da gastronomia e da religiosidade, Itapuca se orgulha de integrar a Rota da Erva-Mate, que valoriza a produção artesanal da bebida típica do sul do Brasil. Sua economia segue fortalecida pela agricultura e pela pecuária, com destaque para a produção de soja, aves e suínos  que também fazem parte da mesa farta e das tradições locais, como o famoso assado de carne suína servido em encontros comunitários.
Itapuca, com sua diversidade cultural, hospitalidade e beleza natural, convida a todos para viver experiências autênticas. Entre o verde das araucárias, os sabores da culinária colonial e a força de sua gente, o município revela-se como um lugar onde o passado é celebrado e o futuro é construído com raízes profundas.
Jéssica Koch - Assessora de Imprensa 
Fotos: divulgação

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