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A Rio+20, o turismo e o meio ambiente

As condições do Rio são bem diferentes: governos municipal e estadual totalmente alinhados com o governo federal, o que permite muitos investimentos em infraestrutura, que aos poucos vai ganhando as ruas da cidade maravilhosa e a transformando, num verdadeiro canteiro de obras, o que nem sempre é agradável para a população e o trânsito. No entanto, é preciso, com urgência atentar para as condições do entorno do Riocentro, sobretudo a Abelardo Bueno, que precisa de uma "faxina", a começar pelo matagal, que cresce em frente ao Autódromo e as poças de água e lama que circundam os condomínios Rio 2, Bora Borae Vilas da Barra, em função das obras da Transoeste/BRT.

Vivemos um momento importante, de imagem positiva nos mercados externos e com uma moeda mais valorizada, o que nos ajuda a fazer com que cada visitante do evento se torne um embaixador do Rio. Para tal, a segurança em áreas turísticas deve ser aprimorada, assim como os postos de informações turísticas e a manutenção sempre de nossa maior conquista, a omnipresente "alegria ereceptividade", do carioca, apesar de tudo. Brevemente, a cidade será invadida pelo projeto "Carioca, anfitrião nota dez" que vai mobilizar a sociedade, para fazer de cada morador um centro de informações da cidade.

Algumas dificuldades vão se apresentar: a atual situação mundial é fruto de um desenvolvimento inadequado e políticas ambientais voltadas para atender realidades pontuais, sem levar em consideração o conceito global. Há dificuldade numa conceituação e diagnóstico do clima e muitas lendas, sem respaldo científico. Precisamos respirar aliviados sem pensar no nosso umbigo. Gritos de alertasão dados diariamente e já causaram destruições, como recentemente no Japão, que agora parece se ver obrigado a retomar o crescimento nuclear, apesar da revolta dos moradores dos entornos.

A cidade, apesar da poluição em algumas áreas e do trânsito caótico na zona oeste busca soluções, como a ampliação do metro ou ainda a inauguração preliminar do BRT. Ainda temos Oasis de verde, como a Floresta da Tijuca, Parque ecológico da Prainha, Aterro do Flamengo, Parque da Serra do Mendanha, que devemser constantemente fiscalizados e dotados de uma infraestrutura de sinalização, banheiros e guias para uma descoberta consciente. Há esforços de ONGs e governamentais para uma cidade mais verde, embora ainda deva trilhar uma caminhada grande.

Estou muito otimista com os resultados positivos que o RIO poderá receber, se conseguir providências de manutenção da limpeza, policiamento ostensivo e visão de futuro. Os preços dos hotéis posteriormente reduzidos causaram danos ao evento, embora se saiba que os preços finais foram dados pela agência responsável, conforme documento detalhado da Abih-RJ.

Sem repetir jargões, vamos fazer nossa "lição de casa", deixar que o Rio respire fundo, com vontade e que mostre ao mundo mais uma vez, sua eficiência e eficácia na realização de grandes eventos.

Bayard Do Coutto Boiteux coordena o curso de Turismo da UNIVERCIDADE e preside o Site Consultoria em Turismo. (www.bayardboiteux.com.br)

ARTIGOS - Foto: divulgação - 10/6/2012

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