Série Gente que acredita no turismo – do Jornal Opinião – Parque das Araucárias

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Série Gente que acredita no turismo – do Jornal Opinião – Parque das Araucárias

Proprietário de uma metalúrgica no município de Arvorezinha, em 1999, junto com um amigo que virou sócio, comprou uma área de terras de 125 mil metros quadrados, em Linha Gramado, distante dois quilômetros do centro da cidade, e construiu o Parque das Araucárias, um dos atrativos turísticos da Rota da Erva-Mate, na região Alta do Vale do Taquari. Trilhas, camping, lago, piscina, cabanas, restaurante e pedalinhos ficam à disposição dos visitantes. “Transformei um hobbie em negócio”, conta Bresciani.

Ele nunca fez cursos específicos sobre turismo, mas sempre que pode participa de atividades relacionadas ao setor para se manter atualizado. Recentemente, Bresciani terceirizou a administração do Parque (piscina, camping e restaurante), mas ainda cuida da hospedagem. “Afastei-me agora para poder usufruir também. E até para propiciar ao público algo diferente”.

Serraria e olaria

No local, antigamente, funcionava uma serraria e uma olaria, que mais tarde foram desativadas. Conforme Bresciani, o terreno era totalmente coberto por araucárias de grande porte, que foram desmatadas pela madeireira. O lago armazenava uma jazida de matéria-prima para a olaria. “Quando adquirimos a área, essas duas empresas não existiam mais, apenas um gado dos vizinhos que ajudavam a manter o local limpo”.

Dois anos foram necessários para fazer a limpeza. Segundo Bresciani, o investimento foi feito com o propósito de intervir o mínimo possível na natureza existente. “Construímos a piscina próxima ao lago porque foi o único local em que não foi preciso mexer no meio ambiente. Procuramos preservar ao máximo”. Depois, veio o processo de licenciamento junto aos órgãos ambientais, que foi demorado. A liberação só foi assinada no começo de 2005. Em dezembro do mesmo ano, o Parque das Araucárias foi inaugurado.

Investimentos

A estratégia administrativa do Parque das Araucárias procura acompanhar os investimentos no turismo regional. “Não podemos fazer grandes movimentações financeiras sem que outras paralelas aconteçam. Pretendemos investir mais, mas na medida em que a região toda evolua. Sempre preguei que você não pode construir um grande hotel sem ter atrativos ou motivos em que as pessoas venham se hospedar”, diz Bresciani, que também é presidente da Associação Comercial e Industrial de Arvorezinha e integrante da diretoria da Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari. “É um processo que tem que caminhar junto em todos os setores”.

O empresário entende que faltam empreendedores com vocação para o turismo. “Nossa região tem potencial pela beleza natural, mas carecemos de empreendedores. É um processo demorado. Alguns esperam ter a certeza do retorno, outros investem hoje para colher amanhã, que é o meu caso. A iniciativa privada não é forte na região, isso leva tempo. Mas acredito que com algumas frentes, como o Caminho dos Moinhos, que também é demorado, mas uma vez formatado, a coisa vai engrenar”, prevê.

Cabanas

Sete cabanas ficam à disposição dos visitantes. Duas delas contam com infraestrutura completa, com cozinha, louça, dormitórios e até lareira. A taxa mínima é de R$ 80,00 para duas pessoas. A partir de um terceiro hóspede há o acréscimo de R$ 10,00 por pessoa. “São preços acessíveis para a realidade da região. Na temporada de verão, o aluguel mínimo é de duas diárias. No inverno aceitamos hospedagem para um dia”. A cabana da foto conta com dois quartos na parte debaixo e dois no andar superior. A lotação é para até 15 pessoas.

Restaurante

O estabelecimento atende as sextas-feiras à noite, sábados e domingo. O cardápio principal é a pizza assada no forno à lenha. A capacidade é para 100 pessoas e pode ser alugado para festas de aniversário, casamentos, reuniões de empresas.

Caminho dos Poetas

Ao lado das trilhas estão espalhados cartazes com poemas. Os textos foram elaborados por escritores de Arvorezinha ou que tenham alguma afinidade com o município.

Ponte

Um quiosque no meio do lago é o espaço ideal para colocar mesas e cadeiras e curtir a brisa fresca. Uma enorme ponte de madeira, projetada e construída por Bresciani, é contornada por várias luminárias que ficam acesas em eventos especiais, como casamentos. “No verão, liberamos para pesca. Tem bastante peixe, jundiá, carpas húngara e capim”, conta.

Frio

O maior movimento é na temporada de verão, que compreende os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. O principal atrativo é a piscina e o espaço para acampamento. Porém, no inverno também há um público fiel, que gosta de enfrentar as temperaturas negativas. No Parque das Araucárias, os termômetros chegam a marcar quatro graus menos do que a temperatura registrada no centro da cidade de Arvorezinha. Segundo Bresciani, no último inverno, a menor marca foi 6,1 graus negativos. “A borda do lago ficou totalmente congelada. O recorde no Parque é 7,6 graus negativos”, conta.

Água limpa

Ao percorrer as trilhas o visitante é acompanhado por córrego que chama atenção pela limpeza da água e pelo desenho do trajeto. “A água nasce numa terra afastada do Parque, de minha propriedade. Não tem poluição, não passa por lavouras nem construções. Ela vem do meio da mata, é limpinha, gelada”. Alguns peixes podem ser encontrados, como lambari de sanga e o jundiá mole.

Flora

Um biólogo catalogou 53 espécies de árvores. Apenas três não foram identificadas.

Ovelhas

Atualmente, sete animais estão espalhados pelo Parque. As ovelhas ajudam na manutenção do local, principalmente, no aparo da grama. “É um animal que não incomoda, não agride e faz pouca sujeira. No verão, chegamos a colocar 30 ovelhas”, diz o proprietário.

Trilhas

O Parque conta com vários caminhos, que podem ser percorridos a pé ou de carro. “Quando abrimos as estradas, derrubamos poucas árvores”, explica Bresciani.

Área preservada

Desde o início das atividades do Parque, os proprietários averbaram uma área de 11 mil metros de reserva legal. “Esse espaço vai ficar preservado, aconteça o que acontecer com o Parque, mesmo se um dia for adquirido por outras pessoas”, comenta Bresciani.

Fauna

O local é habitat de várias espécies animais, entre elas, veados, gralhas azuis, sabiás, baitacas tucanos, micos e cachorros do mato.

Tratamento

Todo resíduo produzido, seja dos banheiros ou da cozinha, é coletado e levado para uma área externa ao Parque, onde uma Estação de Tratamento faz o processo e depois libera para o meio ambiente.

Avaliação da Amturvales

A turismóloga da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Lizeli Bergamaschi, comenta que a família Bresciani abriu as portas para o turismo por apostar na proposta de investir em um local para receber visitantes e oferecer a essas pessoas momentos de repouso, diversão, recreação, aventura, entre outros, que a natureza proporciona. “O Parque das Araucárias é uma área de camping muito bem estruturada da região alta do Vale do Taquari”, diz. “O principal objetivo do Parque é levar ao turista um dia diferente da sua rotina, mostrar as belezas naturais, onde os visitantes têm um contato direto com a natureza através da fauna e da flora, despertando a consciência ambiental e a valorização do meio ambiente”.

Saiba Mais

Agende sua visita: Fone: (51) 3772-1231 ou (51) 9959-6402

Linha Gramado – Arvorezinha

Site: www.parquedasaraucarias.tur.br

Confira o Especial em: WWW.OPINIAOJORNAL.COM.BR

TEXTO/FOTOS: DIOGO DAROIT FEDRIZZI/JORNAL OPINIÃO

By |2012-11-21T00:00:00-02:00novembro 21st, 2012|Sem categoria|Comentários desativados em Série Gente que acredita no turismo – do Jornal Opinião – Parque das Araucárias

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